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Cada vez mais reconhecido em premiações internacionais, o vinho brasileiro cresce e aparece. E não são apenas os espumantes

abpi.empauta.com Brasília, 29 de julho de 2019 O Globo Online | BR Marco regulatório | INPI - 31/07/2019
GASTRONOMIA
Não se questiona mais a qualidade dos espumantes
brasileiros, entretanto, percebe-se que as premiações
aos vinhos tranquilos é uma realidade
Falta pouco para o Brasil ter sua primeira área exclusivamente
dedicada à produção de espumantes
protegida por regras do certificado conhecido como
Denominação de Origem (DO). É que até o fim do
ano, a região de Pinto Bandeira, no Rio Grande do
Sul, deverá ter reconhecido um atestado que carrega
uma série de obrigações e restrições para seus produtos
atingirem um nível superior de qualidade. Um
feito e tanto no universo da gastronomia, além de um
aceno para o restante do mundo sob o ponto de vista
cultural, a ponto de impulsionar os negócios e alavancar
o setor no Brasil.

- Além do mesmo padrão de altíssimo nível e as mesmas
características da produção na região francesa
(Champagne), aDOnos deixaria mais expostos e aptos
para participar de mais concursos internacionais.
Diferente do champanhe, que já era mundialmente
conhecido,em nosso caso, seria uma publicidade importante
- opina Daniel Geisse, diretor da Cave Geisse,
uma das quatro marcas contempladas pela DO,
junto com Don Giovanni, Valmarino e Aurora.

No caso da França, que recebeu sua denominação em
1927, o cenário econômico não mudou muito. Pelo
menos é o que conta umdos herdeiros de uma das famílias
mais conhecidas no mundo do champanhe.

- DO não traz impacto imediato. Denominação de
Origem não é um impulso de negócios, mas um fator
cultural de longo prazo para um produto específico.
Não é uma garantia de sucesso comercial, mas apenas
um reconhecimento da especificidade de um terroir,
um clima, uma cultura, um produto - diz Clovis
Taittinger, diretor de exportação da Taittinger, que,
no ano passado, vendeu mais de seis milhões de garrafas.

Em 2018, a exportação da bebida movimentou 4,75
bilhões deeuros (R$ 19 bilhões).Omelhor anopara o
produto até agora havia sido 2007, às vésperas da crise
financeira mundial, quando as vendas atingiram
4,56 bilhões de euros.

Hoje, os espumantes brasileiros enchem de orgulho
os apreciadores dabebida dentre eforado Brasil. Provadisso
éo número recorde derótulos reconhecidos e
premiados em concursos de prestígio.
De acordo com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin),
foram mais de 1,5 mil condecorações só na
última década. Das 2.331 medalhas internacionais
obtidas entre 2009 e 2018, 1.535 foram para os espumantes.
Este mês, dois espumantes da mesma Cooperativa
coração da Serra Gaúcha, foram premiados
em Enseada, Baixa Califórnia, no páreo com
239 amostras de cinco países.UmMoscatel, que desponta
como a grande aposta nacional, mereceu medalha
de ouro.
- O reconhecimento é cada vez maior, mas até que
veio cedo demais se considerarmos que temos vinícolas
de 40 anos. Isto é muito pouco no mundo dos
vinhos, o que, para surpresa de muitos, comprova um
trabalho de alto nível e qualidade linear - conclui Daniel
Geisse.

Fonte: abpi.empauta.com Brasília, 29 de julho de 2019 O Globo Online | BR Marco regulatório | INPI
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