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Nos EUA, brasileiros pirateiam sinais de Globo, Record e SBT

abpi.empauta.com Brasília, 04 de agosto de 2019 BOL - Notícias | BR Pirataria - 07/08/2019
No Brasil há 17 milhões de assinantes deTVpaga legalizados
e mais cerca de 3 milhões "ilegais" ou piratas,
segundo os últimos dados abertos ao público.

Em lojas de São Paulo ou mesmo na internet é possível
comprar equipamentos (na faixa dos R$ 499)
que, após instalados, "quebram" o código de todos os
canais pagos (incluindo os HBOs, Telecines, os PPV
e até mesmo os pornôs).

Suposta vantagem: o usuário paga o aparelho, masfica
isento de mensalidade. Desvantagem: é crime e
pode dar processo e multa.

Outra desvantagem é que boa parte das operadoras
vêm desenvolvendo softwares cada vez mais eficazes
que "alteram" os códigos de forma constante, o
que acaba no mínimo dificultando muito a vida dos
"piratas".

Esses são obrigados a "recodificar" os aparelhos repetidamente,
de tempos em tempos (ou pagar a alguém
que saiba fazer isso; ou seja, há custos).

A novidade é que alguns brasileiros que mudam para
outros países estão mantendo essa "prática", só que o
alvo é outro.

A coluna apurou que somente na região de Boston,
capital do estado de Massachusetts, EUA, milhares
de brasileiros estão adquirindo aparelhos que pirateiam
não só canais pagos norte-americanos, mas
especificamente canais abertos brasileiros, como
Globo, Record e SBT, entre outros.

Ou seja, para matara"saudade"daterrinha,eles compram
as tais "open box" ou "brazil boxes". Assim,
conseguem assistir à mesma programação ao vivo
que é exibida aqui --inclusive filmes, campeonatos
de futebol, reality shows e, claro, novelas.

As "brazil boxes" estão atualmente em oferta em alguns
sites por US$ 25 (cerca de R$ 93). Para quem
não tem prática, é possível contratar um instalador e
só. Nada de mensalidades. Assim como os vendidos
no Brasil, a maioria absoluta dos aparelhos é de fabricação
chinesa.

Um dos moradores conversou com uma fonte desta
coluna, sob anonimato, e disse que não perde um episódio
do reality "Fábrica de Casamentos", do SBT
(pelo fuso horário, em Boston o reality é exibido uma
hora antes que aqui no Brasil).

Outro brasileiro, também em Boston, disse ter muita
dificuldade em aprender inglês e que, como trabalha
com outros brasileiros na cidade, acabou se desinteressando
em aprender o idioma.

Ele também comprou a caixa para a família e diz que,
como trabalha à noite, adora os filmes da "Sessão da
Tarde", da Globo. Quando consegue também assiste
aos seriados exibidos pela Record, como "CSI".

Direitos autorais e territoriais

Vale lembrar que, pela legislação, as TVs brasileiras
não podem exibir esses filmes e seriados fora do Brasil
nem mesmo por meio de aplicativos como Globo
Play ou Play Plus.

Também não podem exibir em muitos casos nem
mesmo campeonatos de futebol porque esses conteúdos
obedecem a uma lei de direito territorial. Por
exemplo, o campeonato brasileiro pode pertencer a
uma outra emissora nos EUA.

Especialistas em combate à pirataria dizem que,
aparentemente, os transgressores primeiro "quebram
o código dos sinais das TVs abertas no próprio
satélite. Em seguida redirecionam esses sinais via
internet e, dali, para as "open box".

Vale um último aviso aos brasileiros: nos EUA
pirataria éconsideradacrimegrave epodedaraté cadeia.

Ricardo Feltrin no Twitter, Facebook e site Ooops


Fonte: abpi.empauta.com Brasília, 04 de agosto de 2019 BOL - Notícias | BR Pirataria
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