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Café verde do oeste é incluído no Mapa das Indicações Geográficas

abpi.empauta.com Brasília, 20 de agosto de 2019 A Tarde | BA Marco regulatório | INPI - 22/08/2019
IBGE. Produto baiano da espécie Coffea arabica ganha
certificação com indicação de procedência

MARJORIE MOURA
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
disponibilizou ontem, no seu portal, a versão
atualizada do Mapa das Indicações Geográficas do
Brasil, uma parceria com o Instituto Nacional de
Propriedade Industrial (Inpi). Neste ano, o mapa traz
quatro novos produtos, incluindoo café verde do oeste
da Bahia.

Junto com este novo produto, a Bahia tem quatro representantes
no mapa. Também estão mapeadas as
amêndoas de cacau do sul do estado (2018), a cachaça
da microrregião de Abaíra (2014) e, em conjunto
com Pernambuco, as uvas demesa emangas do
Vale do São Francisco (2009).

O presidente da Associação dos Cafeicultores do
Oeste da Bahia (Abacafé), José de Oliveira, explicou
que a solicitação da certificação foi feita pela entidade
há cerca de seis anos e o documento foi entregue
à associação em julho último. O produto café
verde em grãos da espécie Coffea arabica do oeste da
Bahia foi definido na espécie indicação de procedência IP.

O café é plantado há 25 anos na região e a área geográfica
delimitada pela certificação abrange terrenos
com altitudes a partir de 700 metros dos municípios
Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Riachão
das Neves, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São
Desidério, Catolândia, Baianópolis, Correntina, Jaborandi
e Cocos.

Segundo o presidente da Abacafé, a entidade possui
26 associados e a produção atual da região é de 450
mil sacas, 80% do café do tipo gourmet. Cerca de
70% da produção é exportada para o exterior. O preço
da saca do café comum chega a R$ 400 e do gourmet
varia entre R$ 420 e R$ 450, acrescentou.

José de Oliveira explicou que o certificado é emitido
pela Abacafé e pode favorecer o aumento do valor da
saca em até R$ 10. Mas o maior ganho, diz, é que facilita
a comercialização do produto, porque garante
aocomprador queo café nãoé produzido com mão de
obra escrava e que o uso de defensivos é feito de acordo
com as normas técnicas vigentes, exigências habituais
de clientes estrangeiros.

O certificado também permite que os consumidores
tenham informações confiáveis sobre a qualidade e a
autenticidade do que estão adquirindo e também valoriza
a cultura local e fomenta atividades turísticas.

Regiões de origem

No novo mapa estão localizadas as regiões de origem
de 62 produtos e serviços certificados, até maio de
2019. Passaram a ser mapeados também, nesta edição,
os derivados dejabuticabadeSabará (MG),o cacau
de Tomé-Açu (PA) e a banana de Corupá (SC).

Outros produtos consagrados no mapa são os vinhos
e espumantes do Vale dos Vinhedos (RS), o camarão
da Costa Negra (CE) e o mel de Ortigueira (PR), as
rendas de Divina Pastora (SE) e do Cariri (PB), as cachaças
de Paraty (RJ) e Salinas (MG), a própolis vermelha
dos manguezais de Alagoas (CE) e as panelas
de barro de Goiabeiras (ES).

O mapa é elaborado na escala 1:5.000.000 (onde1cm
no papel equivale a 50km no território). A indicação
geográfica é usada para identificar a origem de produtos
ou serviços quando o local se torna conhecido
ou quando determinada característica ou qualidade
do produto ou serviço se deve à sua origem.

As Indicações Geográficas são definidas pelas próprias
associações, sindicatos e cooperativas de produtores
locais e estão certificadas pelo Inpi.
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BAHIA TEM QUATRO PRODUTOS NO MAPA
Além do café do oeste, a Bahia também tem mapeadas
mais três produtos: as amêndoas de cacau do
sul do estado (2018), a cachaça da microrregião de
Abaíra (2014) e, em conjunto com Pernambuco, as
uvas de mesa e mangas do Vale do São Francisco (2009).


Fonte: abpi.empauta.com Brasília, 20 de agosto de 2019 A Tarde | BA Marco regulatório | INPI
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